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Mobilidade: A peça-chave das cidades inteligentes

03.09.2014

 

Uma ‘smart city’, ou cidade inteligente, é a mais recente inovação tecnológica discutida em diversos fóruns mundiais que abordam a sustentabilidade. O conceito define cidades com boa performance em temas como economia, mobilidade, governança, meio ambiente, vida e pessoas.

 

Um exemplo de smart city é a pequena Santander, na Espanha, com quase 200 mil habitantes, onde há sensores espalhados por toda a cidade que informam sobre a qualidade do ar, as condições do trânsito e até onde há vagas públicas de estacionamento, para evitar que a pessoa trafegue além de sua necessidade com o carro.

 

A World Foundation for Smart Communities (Fundação Mundial de Comunidades Inteligentes) associa o termo smart city ao crescimento inteligente e planejado, por meio das chamadas TICs (Tecnologias de Informação e Comunicação).

 

Segundo eles, uma cidade inteligente é aquela que fez um esforço consciente para utilizar a tecnologia da informação e, dessa forma, transformar, para melhor, a vida e o trabalho dentro de seu território de forma significativa e fundamental.

 

Uma vez que o aumento nas emissões de gases do efeito estufa decorre do crescimento do sistema automobilístico internacional, a mobilidade urbana é um dos âmbitos em que o conceito de smart city merece mais atenção, com foco na busca por inovações, conexão e eficiência dos sistemas de transporte.

 

As questões relacionadas a logística e mobilidade urbana estão cada vez mais presentes no dia a dia das grandes metrópoles. A convivência entre os transportes público e viário são alguns dos principais desafios que integram a agenda atual das grandes cidades.

 

Nos últimos 10 anos, a frota de automóveis e motocicletas, por exemplo, quadruplicou no Brasil. Por outro lado, o transporte público não evoluiu no mesmo ritmo e, hoje, não é considerado uma alternativa capaz de atender satisfatoriamente às demandas da sociedade.

 

A mudança desse cenário é, em certa medida, uma responsabilidade do estado. Mas cabe também a nós, como representantes da iniciativa privada, contribuir para a construção de uma nova realidade.

 

Temos responsabilidade nesse processo de mudanças de paradigmas, uma vez que em nosso dia a dia impactamos diretamente o processo de mobilidade urbana, seja com a locomoção de nossos funcionários, de nossas frotas ou com o transporte de produtos.

 

Este é um tema chave para todos os setores da economia. É uma realidade que faz parte do dia a dia de empresas petrolíferas, de indústrias, do comércio, enfim, todos temos nossa parcela de contribuição ao caos urbano em que vivemos hoje. No setor de seguros, estudos apontam a mobilidade urbana como um dos temas chave para os próximos anos.

 

Precisamos aproveitar esse momento para incentivar o debate sobre o tema, articulando ações em busca de iniciativas que beneficiem a sociedade e reforcem os rumos da mobilidade sustentável no Brasil.

 

Temos que nos concentrar na elaboração de um plano de trabalho, com metas reais e factíveis capazes de contribuir para o acesso universal e para a melhor utilização do espaço público.

Somente assim conseguiremos fazer com que as ruas deixem de ser vias de passagem e voltem a ser locais de convivência. E, quem sabe, consigamos todos, um dia, viver em uma smart city.

 

Fonte: ecodesenvolvimento.org

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