Embasul: economia circular na prática
- Origem Sustentável

- 18 de fev.
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As práticas de economia circular, mais do que atender o “E” das práticas ESG, podem trazer ganhos importantes e desenvolver negócios. Um caso desses é o da Embasul, indústria de embalagens com impressões digitais e flexográficas com sede em Novo Hamburgo/RS.
Recertificada no nível Prata do Origem Sustentável, único programa de certificação de práticas ESG voltado exclusivamente para empresas da cadeia produtiva do calçado, a Embasul fez da reciclagem a alma do seu negócio. Atualmente, conforme informações da empresa, que produz mensalmente mais de 1,2 mil toneladas de embalagens para diversos setores, cerca de 80% do papelão utilizado na produção é reaproveitado. Apenas 20% é matéria-prima virgem, toda ela certificada pelo FSC (Forest Stewardship Council). O foco na reciclagem também traz um viés social, já que o grupo trabalha em parceria com mais de 30 cooperativas em todo o Brasil.

Além de aliar sustentabilidade ambiental e social no negócio, a Embasul também trabalha com o reaproveitamento de pallets usados na produção. Segundo informações da empresa, o reaproveitamento desses produtos gera uma economia anual de cerca de R$ 400 mil, levando em consideração a redução de custos, a venda dos pallets “novos” e a queima de madeira para geração de energia - com licenciamento da Fepam.
Embasul faz reaproveitamento de pallets, gerando economia e energia para a empresa
Ainda no pilar ambiental, a Embasul substituiu, no ano passado, todas as tintas à base de solventes que eram utilizadas nas suas impressoras digitais por pigmentos à base de água. Outro destaque, que contribuiu para a pontuação da empresa no Programa, é a utilização de energia renovável em seu processo produtivo, 100% dela adquirida via Mercado Livre de Energia, bem como o tratamento da água consumida na produção - via ETE própria - para utilização na produção de colas para as embalagens.
Social
No pilar social, a Embasul tem forte atuação, apoiando escolas públicas, feiras de ciências e eventos de cunho beneficente na região do Vale do Sinos, onde está localizada. Para as escolas e os eventos são doados recursos financeiros - cerca de R$ 50 mil por ano -, enquanto para as feiras de ciências são disponibilizados estandes e móveis feitos com papelão reforçado.
Com 190 funcionários, a empresa também trabalha, em parceria com a Universidade Feevale, para contratação de profissionais estrangeiros formados em língua Portuguesa que vêm buscar uma vida melhor na região. Segundo informações da indústria, atualmente são cerca de 35 colaboradores estrangeiros, a maior parte deles da Venezuela.
Embasul, em parceria com a Universidade Feevale, contrata estrangeiros com formação em língua portuguesa
Já por meio da Lei Rouanet, a Embasul patrocina, desde o ano passado, um projeto que contrata artistas para pintar o espaço público - fachadas de prédios e até mesmo estação da Trensurb - no quarto distrito, em Porto Alegre/RS, região que foi devastada pelas enchentes que assolaram o Rio Grande do Sul em 2024 e que está em reconstrução.
Empresa
A jornada da Embasul começou em 1984, quando seus sócios abriram uma gráfica na cidade de Igrejinha. Na época, o intuito era atender a necessidade das empresas calçadistas por pequenos lotes e em curto prazo de tempo. Com a entrada de novos acionistas, em 1998 a Embasul mudou-se para Novo Hamburgo e cresceu rapidamente. Atualmente, os principais segmentos atendidos são o de Alimentos e Bebidas (50% do faturamento), Calçados (25%), além de materiais de Limpeza e Higiene, e Eletroeletrônicos.










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