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Sustentabilidade em 2026: do discurso à prática que gera valor

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    Origem Sustentável
  • há 4 dias
  • 3 min de leitura

Ser sustentável em 2026 significa integrar a sustentabilidade à estratégia do negócio. Não se trata de projetos isolados e sem ritmo, mas de decisões cotidianas que impactam em riscos e na eficiência operacional.


Mais do que “fazer mais”, a lógica atual é “fazer melhor”: menos desperdício, mais controle, mais clareza de processos e decisões. Iniciativas sustentáveis bem estruturadas podem, sim, reduzir desperdícios, mitigar riscos e gerar ganhos financeiros ao longo do tempo. Reunimos algumas estratégias para colocar em prática amanhã:


Começar pequeno, mas com constância

Um dos maiores erros é acreditar que a sustentabilidade exige grandes investimentos iniciais. Na prática, muitas ações de alto impacto começam com iniciativas simples e de baixo custo, desde que sejam consistentes e contínuas. Buscar pessoas que tenham interesse genuíno em pautas ESG para integrar e liderar projetos é um meio de aumentar o engajamento nas ações. Nesse caso, quem está envolvido conta mais do que o valor investido no projeto.


Alguns exemplos de ações:


  • Revisão de processos para reduzir retrabalho.

  • Campanhas internas de uso consciente de recursos.

  • Padronização de rotinas e indicadores operacionais.


Essas iniciativas, quando bem acompanhadas, tendem a gerar economia direta e ganhos de eficiência.


Estruturação de um comitê de sustentabilidade

Falando em pessoas, criar um comitê de sustentabilidade não é burocracia, mas sim um motor de progresso. Ele organiza prioridades, define responsabilidades, impulsiona o engajamento e acompanha resultados de forma clara e contínua. É um passo a mais na caminhada, pois dá clareza e foco na estratégia ESG.


Boas práticas incluem:


  • Estabelecer objetivos claros e mensuráveis.

  • Integrar áreas estratégicas (operações, RH, financeiro, comunicação).

  • Manter uma rotina simples de acompanhamento.


O foco deve ser viabilidade e alinhamento com a estratégia da empresa.

Não existe gestão sem indicadores. A sustentabilidade precisa ser acompanhada com métricas simples, mas relevantes, como:


  • Consumo de energia e água.

  • Geração e destinação de resíduos.

  • Indicadores de saúde, segurança e pessoas.

  • Bem-estar financeiro e programas de educação financeira para colaboradores.

  • Conformidade e riscos operacionais.


O acompanhamento contínuo permite ajustes rápidos, evita desperdícios e apoia decisões mais seguras. As empresas podem adotar indicadores personalizados, conforme seu momento, porém, para quem está começando, é interessante iniciar a gestão por indicadores prioritários, que realmente dizem algo para a estratégia. Já ouviu falar em indicadores de vaidade? Evite. Muitas vezes o acompanhamento de muitos KPIs podem ter o efeito contrário: confundir, em vez de apoiar decisões.


Sustentabilidade, comunicação e o risco do greenwashing

Comunicação é fundamental! Comunicar ações sustentáveis é importante, tanto internamente quanto externamente, mas exige responsabilidade. Em 2026, o risco do greenwashing é alto, especialmente quando a comunicação não reflete a prática.


Alguns princípios básicos:


  • Priorizar a comunicação interna antes da externa.

  • Evitar exageros, promessas vagas ou termos genéricos.

  • Mostrar processos e aprendizados, não apenas resultados.


Sustentabilidade, pessoas e retenção de talentos

A forma como uma empresa conduz e comunica sua sustentabilidade impacta diretamente a atração e a retenção de talentos.


Profissionais querem trabalhar em organizações coerentes, onde discurso e prática caminham juntos. Uma conduta sustentável clara fortalece o senso de pertencimento, gera confiança na liderança e contribui para ambientes mais engajados e saudáveis.


Sustentabilidade, nesse contexto, também é estratégia de cultura, de pessoas e de continuidade.


Dica final: trate a IA como mais um membro do time

A inteligência artificial já faz parte da rotina das empresas e pode ser uma aliada importante na gestão sustentável. Para isso, ela precisa ser tratada como um novo integrante da equipe.

Isso significa treiná-la com:


  • Políticas internas e códigos de conduta.

  • Diretrizes de sustentabilidade e boas práticas desejadas.

  • Limites éticos e de governança claros.


Treinar a IA é, antes de tudo, uma decisão de governança — e não apenas de tecnologia.


Quando bem orientada, a IA pode apoiar análises, controles, relatórios e comunicação, reforçando padrões e ajudando a empresa a tomar decisões mais consistentes.


2026 está apenas começando

Quando estruturada dentro da realidade da empresa, a sustentabilidade deixa de ser vista como custo e passa a ser ferramenta de gestão. Reduz desperdícios, melhora processos, antecipa riscos e fortalece a tomada de decisão.


Em 2026, empresas que avançam de forma consistente, mesmo com passos pequenos, constroem vantagem competitiva real. Sustentabilidade, nesse contexto, é sobre fazer sentido para o negócio e para as pessoas. Em 2026, as empresas que demonstram um progresso constante, mesmo que gradual, estão efetivamente construindo uma verdadeira vantagem competitiva. Neste cenário, a sustentabilidade deve ser intrinsecamente ligada ao propósito do negócio e ao bem-estar das pessoas. Transformando a intenção em ação e garantindo que o sucesso de amanhã seja construído sobre uma base de responsabilidade e valor compartilhado para todos.


Vamos juntos!






Camila da Costa

Analista de Inovação

Membro do Comitê de Sustentabilidade – Sicredi Caminhos das Águas


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