Sustentabilidade em 2026: do discurso à prática que gera valor
- Origem Sustentável

- há 4 dias
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Ser sustentável em 2026 significa integrar a sustentabilidade à estratégia do negócio. Não se trata de projetos isolados e sem ritmo, mas de decisões cotidianas que impactam em riscos e na eficiência operacional.
Mais do que “fazer mais”, a lógica atual é “fazer melhor”: menos desperdício, mais controle, mais clareza de processos e decisões. Iniciativas sustentáveis bem estruturadas podem, sim, reduzir desperdícios, mitigar riscos e gerar ganhos financeiros ao longo do tempo. Reunimos algumas estratégias para colocar em prática amanhã:
Começar pequeno, mas com constância
Um dos maiores erros é acreditar que a sustentabilidade exige grandes investimentos iniciais. Na prática, muitas ações de alto impacto começam com iniciativas simples e de baixo custo, desde que sejam consistentes e contínuas. Buscar pessoas que tenham interesse genuíno em pautas ESG para integrar e liderar projetos é um meio de aumentar o engajamento nas ações. Nesse caso, quem está envolvido conta mais do que o valor investido no projeto.
Alguns exemplos de ações:
Revisão de processos para reduzir retrabalho.
Campanhas internas de uso consciente de recursos.
Padronização de rotinas e indicadores operacionais.
Essas iniciativas, quando bem acompanhadas, tendem a gerar economia direta e ganhos de eficiência.
Estruturação de um comitê de sustentabilidade
Falando em pessoas, criar um comitê de sustentabilidade não é burocracia, mas sim um motor de progresso. Ele organiza prioridades, define responsabilidades, impulsiona o engajamento e acompanha resultados de forma clara e contínua. É um passo a mais na caminhada, pois dá clareza e foco na estratégia ESG.
Boas práticas incluem:
Estabelecer objetivos claros e mensuráveis.
Integrar áreas estratégicas (operações, RH, financeiro, comunicação).
Manter uma rotina simples de acompanhamento.
O foco deve ser viabilidade e alinhamento com a estratégia da empresa.
Não existe gestão sem indicadores. A sustentabilidade precisa ser acompanhada com métricas simples, mas relevantes, como:
Consumo de energia e água.
Geração e destinação de resíduos.
Indicadores de saúde, segurança e pessoas.
Bem-estar financeiro e programas de educação financeira para colaboradores.
Conformidade e riscos operacionais.
O acompanhamento contínuo permite ajustes rápidos, evita desperdícios e apoia decisões mais seguras. As empresas podem adotar indicadores personalizados, conforme seu momento, porém, para quem está começando, é interessante iniciar a gestão por indicadores prioritários, que realmente dizem algo para a estratégia. Já ouviu falar em indicadores de vaidade? Evite. Muitas vezes o acompanhamento de muitos KPIs podem ter o efeito contrário: confundir, em vez de apoiar decisões.
Sustentabilidade, comunicação e o risco do greenwashing
Comunicação é fundamental! Comunicar ações sustentáveis é importante, tanto internamente quanto externamente, mas exige responsabilidade. Em 2026, o risco do greenwashing é alto, especialmente quando a comunicação não reflete a prática.
Alguns princípios básicos:
Priorizar a comunicação interna antes da externa.
Evitar exageros, promessas vagas ou termos genéricos.
Mostrar processos e aprendizados, não apenas resultados.
Sustentabilidade, pessoas e retenção de talentos
A forma como uma empresa conduz e comunica sua sustentabilidade impacta diretamente a atração e a retenção de talentos.
Profissionais querem trabalhar em organizações coerentes, onde discurso e prática caminham juntos. Uma conduta sustentável clara fortalece o senso de pertencimento, gera confiança na liderança e contribui para ambientes mais engajados e saudáveis.
Sustentabilidade, nesse contexto, também é estratégia de cultura, de pessoas e de continuidade.
Dica final: trate a IA como mais um membro do time
A inteligência artificial já faz parte da rotina das empresas e pode ser uma aliada importante na gestão sustentável. Para isso, ela precisa ser tratada como um novo integrante da equipe.
Isso significa treiná-la com:
Políticas internas e códigos de conduta.
Diretrizes de sustentabilidade e boas práticas desejadas.
Limites éticos e de governança claros.
Treinar a IA é, antes de tudo, uma decisão de governança — e não apenas de tecnologia.
Quando bem orientada, a IA pode apoiar análises, controles, relatórios e comunicação, reforçando padrões e ajudando a empresa a tomar decisões mais consistentes.
2026 está apenas começando
Quando estruturada dentro da realidade da empresa, a sustentabilidade deixa de ser vista como custo e passa a ser ferramenta de gestão. Reduz desperdícios, melhora processos, antecipa riscos e fortalece a tomada de decisão.
Em 2026, empresas que avançam de forma consistente, mesmo com passos pequenos, constroem vantagem competitiva real. Sustentabilidade, nesse contexto, é sobre fazer sentido para o negócio e para as pessoas. Em 2026, as empresas que demonstram um progresso constante, mesmo que gradual, estão efetivamente construindo uma verdadeira vantagem competitiva. Neste cenário, a sustentabilidade deve ser intrinsecamente ligada ao propósito do negócio e ao bem-estar das pessoas. Transformando a intenção em ação e garantindo que o sucesso de amanhã seja construído sobre uma base de responsabilidade e valor compartilhado para todos.
Vamos juntos!

Camila da Costa
Analista de Inovação
Membro do Comitê de Sustentabilidade – Sicredi Caminhos das Águas




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